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Guia de usados: Honda Civic 2006

Honda Civic (divulgação)

Este mês vamos estrear uma nova seção no blog. Vamos falar de alguns modelos usados e sobre seus aspectos positivos e o que você deve ficar de olho. E o primeiro modelo que escolhemos é o Honda Civic de 8ª geração de 2006.

Honda Civic (divulgação)

Assim como seu conterrâneo – o Toyota Corolla – o Honda Civic tem fama de resistente e tem uma ótima aceitação e principalmente procura no setor de seminovos. Quando o modelo chegou as lojas em 2006, a oitava geração do sedã causou um grande frisson, por apostar num estilo mais futurista, tanto no desenho do painel – que até hoje é referência no quesito estilo – e pelo desenho da carroceria que tem ar mais esportivo.

Honda Civic (divulgação)

Por aqui ele recebia o prefixo “New” para reforçar a ideia de novidade do sedã. A princípio, o Civic foi lançado em duas versões, a LXS que custava R$ 59.600 e a topo de linha EXS que custava R$ 77.600 na época. Atualmente, um Honda Civic de 10ª geração custa a partir de R$ 99.900 e conta com o motor 2.0 16V de 155 cv no etanol e 150 na gasolina.

Honda Civic (divulgação)

Mas voltando ao New Civic de 2006, o sedã contava com uma boa oferta de equipamentos desde a versão de entrada. Itens como ar-condicionado, direção hidráulica, airbag duplo, alarme, cintos de três pontos para todos os ocupantes, banco traseiro bipartido, freios com ABS, trio elétrico e CD player, faziam parte do pacote.

Honda Civic (divulgação)

A versão EXS adicionava piloto automático, volante multifuncional, aletas atrás do volante para troca de marchas, CD player com capacidade de 6 discos e ar-condicionado digital. Debaixo do capô as duas versões contavam com o mesmo propulsor.

Honda Civic (divulgação)

O motor era o 1.8 a gasolina – que tempos depois virou flex – e rendia 140 cv e 17,7 kgfm de torque. O câmbio podia ser automático ou manual – ambos de 5 velocidades. Uma versão esportiva – Si – veio no final de 2007, como o poderoso motor 2.0 que entregava 192 cv. Um facelift foi feito em 2009, quando o Civic ganhou novidades no para choque dianteiro e na grade.

Honda Civic (divulgação)

Um dos maiores – para não dizer o menor – problemas crônicos do New Civic estava na capacidade do seu porta malas. Até a 8ª geração, o porta malas comportava apenas 340 litros. O Toyota Corolla por exemplo levava 437 litros, enquanto o Chevrolet Vectra contava com 526 litros. Atualmente, é possível encontrar um New Civic 2006 a partir de R$ 31 mil na versão LXS com câmbio automático.

Onde ficar de olho:

  • Porta malas:

Para um sedã médio – compacto nos Estados Unidos – 340 litros é praticamente inviável quando se tem mais do que duas pessoas numa família. Mesmo que o espaço interno compense, a falta de bagageiro pode fazer muita diferença quando você for fazer aquela viagem, ou levar as coisas do seu filho recém-nascido.

  • Suspensão:

Mesmo sendo um sedã com vocação mais familiar, o New Civic tem a suspensão muito dura, e isso compromete muito o conforto dos passageiros. Além do que, com nossas ruas e estradas em situação precárias, uma suspensão mais dura passa todas as imperfeições do solo para dentro da cabine.

  • Embreagem:

Nas versões equipadas com câmbio manual, a embreagem do New Civic tende a ser muito dura e bastante barulhenta. Neste caso, a troca do cilindro da embreagem é a única solução para acabar com os ruídos e a dureza do pedal, mas nem sempre isso foi possível, tornando-se um problema crônico.

  • Revisões:

Como todo bom carro japonês, o Honda Civic tem a fama de indestrutível, além da boa construção. Mas o que nem todos dizem a respeito deles são que as revisões e peças são geralmente mais caras do que outras montadoras. Geralmente o valor do serviço feito pela concessionária acaba sendo mais elevado do que um sedã do mesmo ano, mas de outra marca.

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Joquinha

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