Carro sem mistério

Entenda os tipos de motores turboalimentados

Motor TwinPower Turbo da BMW (Divulgação)

Depois de um período esquecidos, os motores turbo voltaram a figurar entre os principais automóveis vendidos no mundo. Hoje, aliás, eles são encontrados não apenas em carros de luxo mas também populares como o up!, da Volkswagen.

Mas o que mudou para que eles agora sejam reconhecidos não só como potentes mas também muito eficientes? Uma conjunção de fatores tecnológicos. Peguemos como exemplo o antigo motor 1.0 turbo do Gol, com 112 cv. Lançado em 2000, o modelo desagradou com um significativo “turbo lag”, aquela demora em que o turbo leva para “encher” e começar a entregar torque. Além disso, mostrou-se um motor complicado de manter e acabou saindo de linha em 2003.

No entanto, a tecnologia avançou muito nesse período e a introdução de novidades como a injeção direta de combustível, turbinas mais avançadas, comando de válvulas variáveis e um gerenciamento eletrônico mais eficiente, entre outros, transformou o que era um chamariz apenas “esportivo” em um propulsor econômico e extremamente potente.

É possível encontrar, algumas variações dessas tecnologias atualmente no mercado. Veja:

Turbo com injeção direta: é a aplicação mais popular e que une uma turbina a um bico injetor instalado dentro da câmara de combustão. Essa combinação, popularizada pelo grupo Volkswagen e hoje replicada por quase todos os rivais, equipa do up! ao Passat na marca alemã sem falar em inúmeros Audi. O motor 1.0 TSI, por exemplo, já chegou a conseguir 272 cv e mais de 27 kgfm de torque mas é geralmente calibrado para oferecer em torno de 120 cv, praticamente o dobro dos primeiros motores 1.0 lançados no Brasil.

Turbo comum: é raro mas existe como é o caso do motor 2.0 do Sandero R.S. São 150 cv de potência, ou seja, 75 cv por litro de potência específica, além de mais de 20 kg de torque.

Biturbo: como dito acima, o grande problema do turbo é atingir uma pressão onde começa a fazer diferença. Quanto maior é o turbo maior é a demora ou “turbo lag”. Foi daí que engenheiros pensaram numa solução até que simples, dividir o trabalho em mais de um turbo. Com turbos menores esse “lag” seria reduzido. No caso dos motores biturbo temos um sistema menor para baixas rotações e outro maior para trabalhar em altas rotações.

Twin turbo (turbos gêmeos): a grosso modo parece a mesma coisa que um biturbo, mas é um conceito diferente. Aqui os dois turbos são idênticos e dividem o trabalho. Cada um enche metade do motor, por exemplo, num quatro cilindros, eles ficam com dois. Em outras palavras, podem ser menores e com isso reduzir o “turbo lag”. A BMW é fã do sistema, por exemplo.

E vale lembrar aqui de outro motor que embora não use um turbo também figurou na categorias dos “sobrealimentados”, o compressor mecânico. Nesse caso, em vez de uma turbina o que movimenta o ar para que entre comprimido na admissão do motor é normalmente uma correia acionada pelo virabrequim. Ou seja, o ar é pressionado desde o princípio o que elimina praticamente o “lag”. A Ford lançou o Fiesta Supercharger com essa tecnologia na década passada, mas desistiu tempos depois.

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Joquinha

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